Observo que devido as melhoras na qualidade de vida, as pessoas estão cada vez mais alargando sua faixa etária, e o Brasil está ganhando mais idosos. Mesmo com o aumento de mortes em acidentes de trânsito, violência e também pela mortalidade infantil, os percentuais ainda se elevam. Se a longevidade é uma boa notícia para os idosos, deixa de sê-lo em muitos casos para a sociedade, diante dos constantes casos de desrespeito e maus tratos.
A violência contra essas pessoas ultrapassa cada vez mais os limites do convívio com parentes, e chega a ser uma prática constante também nos segmentos do atendimento público, nos setores de serviços, principalmente, no transporte coletivo. Acredito que cada um de vocês já presenciou uma cena de desrespeito seja em uma fila de banco, no supermercado, no posto de saúde, em fim. Sabemos que o estatuto do idoso existe, mas entendo que regula algumas prioridades que já não se adaptam à realidade.
Hoje, por exemplo, nos supermercados, bancos, cinemas, lotéricas o caixa dos idosos, tem uma fila maior que as reservadas aos demais clientes. Na realidade, o idoso espera mais na fila reservada a ele do que nas outras. Não há vantagem à terceira idade, mas uma legítima tortura, pois eles ficam mais tempo, esperando de pé, que os demais. Isso mesmo, o atendimento aos idosos está deixando de ser um privilégio para se tornar um castigo.
Isso sem falar na agressão sofrida no trânsito quando os velhinhos estão atravessando. Sem paciência os motoristas avançam e ainda pronunciam chingamentos. Antes de praticar essas barbaridades é preciso lembrar que o idoso é um cidadão com direitos fundamentais e garantias sociais asseguradas em Lei, devendo ser tratados com o mais íntegro respeito tanto pelo poder público, quanto pela sociedade e, principalmente, por seus familiares.
A pirataria corresponde à reprodução, venda e distribuição de produtos sem a devida autorização e o pagamento dos direitos autorais. É considerada por muitos especialistas como o crime do século XXI e atualmente movimenta mais recursos que o narcotráfico, que é a comercialização de drogas. Não se enganem esse crime é financiado, em sua maioria, por grandes grupos organizados e máfias internacionais. Eles produzem sapatos, roupas, brinquedos, relógios, livros e principalmente cigarros, cds e dvds.
Sem falar na péssima qualidade, durabilidade e eficiência desses objetos. A pirataria de certos produtos, como remédios, óculos de sol e bebidas, por exemplo, pode representar sérios danos à saúde do consumidor. Existem mercadorias nas quais foram encontradas substâncias cancerígenas em sua composição, produtos ainda que não oferecem resistência, como as peças de carro por exemplo, e ainda objetos que já estão estragados antes mesmo de serem comprados.
Ainda existem pessoas que justificam a comercialização de produtos pirateados devido o desemprego. Não podemos esquecer que a pirataria é financiada muitas vezes por facções criminosas e o consumo de tais produtos é a contribuição indireta para a marginalidade. Sei que existem pessoas que discordam dessa colocação, mas se não fosse verdade, por que as pessoas que comercializam objetos pirateados não têm um local fixo para manter seu comércio? E, por que os vendedores, popularmente conhecido como “camelôs”, fogem quando a polícia está fazendo uma vistoria nas mercadorias? A pirataria é crime e prevê pena de reclusão de até quatro anos e multa.
O consumo ilegal traz um prejuízo aproximado de 30 bilhões de reais por ano na arrecadação de impostos. Esse dinheiro poderia beneficiar a população, mas acaba ficando na mão de criminosos e ainda gera desemprego, problemas de saúde, rouba invenções e idéias de terceiros e pratica concorrência desleal. Observo que aumentou em nossa região o comércio de ambulantes com aquelas carrocinhas de DVDs. Em sua maioria, com filmes que ainda estão em cartaz nos cinemas e são, muitas vezes, grosseiras cópias de filmes baixados pela internet e que, na verdade, foram copiados com câmeras simples em cinemas ou retirados de cópias para divulgação do filme, que acabam sendo clandestinamente copiadas.
Outras pessoas ainda dizem que só compram produtos piratas por que o original é muito caro. Será que vale a pena comprar um protetor solar falsificado, que não protege a sua pele contra os raios solares, e correr o risco de adquirir câncer de pele? Imagina se você está no seu carro e o freio não funciona por que você comprou uma peça falsificada. Vamos prezar pela responsabilidade e principalmente pela honestidade. O que nos envergonha é saber que infelizmente aqui no Brasil existe uma banalização da violação de leis.
Cada vez mais as redes sociais têm demonstrado o poder de democracia e mobilização social. Recentemente foi idealizado pelo grupo anticorrupção Movimento 31 de Julho, do Rio de Janeiro, um perfil no Facebook, para o Troféu Algemas de Ouro. O objetivo era premiar simbolicamente com uma algema de ouro, prata e bronze os três campeões da impunidade no Brasil. Para eleger quem seria o político mais impune, foi criada uma enquete no Facebook e sugeridos nove nomes. Além dos seis ministros do governo Dilma Rousseff demitidos após denúncias de irregularidades (Alfredo Nascimento, Antonio Palocci, Wagner Rossi, Orlando Silva, Carlos Lupi e Pedro Novais), completaram a lista José Sarney, José Dirceu e Jaqueline Roriz.
O campeão foi o presidente do Senado, José Sarney. O parlamentar foi apontado como mentor dos atos secretos do Senado, que quase o derrubaram da presidência da Casa em 2009 e obteve 4.143 votos (59,5 % do total) na enquete. José Dirceu (PT) – tido como chefão do esquema do chamado “mensalão” petista – ficou em segundo lugar e conquistou 1.315 votos (18,8% do total). O terceiro posto foi conquistado pela deputada Jaqueline Roriz (PMN) – flagrada num vídeo recebendo R$ 50 mil da corrupção na campanha eleitoral de 2006 no Distrito Federal. As “premiações” dos três políticos mais votados aconteceram no baile pré-carnavalesco do “Pega Ladrão”, que ocorreu o último dia 19 , no Clube dos Democráticos, no bairro da Lapa.
Observem que uma simples manifestação como essa foi capaz de mobilizar mais de cinco mil pessoas. Já imaginou se para cada problema no país um quantitativo desses se organizasse e realizassem um protesto? Acredito que já seria um grande passo rumo a um país melhor. Onde as condições para a qualidade de vida e os direitos do povo fossem encarados como prioridade. Infelizmente o que nós ainda observamos é uma sociedade conformada. Isso mesmo, a maioria da população prefere ficar no comodismo do que reivindicar pelo que tem direito. Não estou afirmando que se deve parar o trânsito ou queimar pneus, como fazem muitos grupos por aí. Afinal, de forma alguma quero incentivar a violência, mas falo de ações simples, como por exemplo, participar das reuniões da câmara de vereadores ou dos deputados, acompanhar de que forma as verbas estão sendo investidas no município, cobrar as promessas de campanha que não foram cumpridas, utilizar os meios de comunicação para denunciar alguma situação que esteja lhe prejudicando ou a comunidade, como falta de médicos, saneamento, merenda escolar, em fim.
Apesar de toda miséria, corrupção, violência, desemprego, em fim é preciso acordar a cada dia com as esperanças renovadas em um país melhor, onde o povo será visto além da condição de eleitor! Vale a pena acreditar em um lugar longe de todas as formas de opressão e agressão moral a sociedade brasileira. Entendo que um novo Brasil é possível, mas que tudo depende da vontade do povo.
A Secretaria de Defesa Social (SDS) divulgou ontem (04) o balanço dos homicídios em Pernambuco. De acordo com o secretário Wilson Damásio, este foi o quinto ano de redução consecutiva de crimes violentos letais intencionais desde 2007, que resultou em 3.824 homicídios registrados, um a menos que no ano passado. A média histórica indica que dezembro foi o mês menos violento, com 266 homicídios. Esses valores são ainda preliminares. Até o dia 15 desse mês a SDS divulgará o balanço finalizado.
Apesar de todas as ações emergenciais lançadas pelo governo do Estado, principalmente no mês passado, a meta de redução de homicídios em Pernambuco não foi atingida. Sobretudo se observarmos que diariamente registramos crimes dessa natureza em todas as regiões. Aqui em Carpina, por exemplo, só no ano passado foram assassinadas 28 pessoas. Inclusive a morte de uma mulher no último dia do ano repercutiu em nível estadual, já que se discute constantemente a Lei Maria da Penha. Sei que 28 mortes é um número até razoável, mas para uma cidade do porte de Carpina, é uma estatística que desperta atenção. Afinal, o desenvolvimento está batendo as nossas portas e logo, podemos assim falar, que ganharemos status de cidade grande. Não demorará muito e assumiremos importante posição econômica, política, cultural, social, em fim, entre as demais cidades aqui da Mata Norte. E infelizmente a violência acompanhará nosso crescimento. Se hoje não podemos sentar em frente as nossas casas porque corremos o risco de sermos assaltados, logo a insegurança e o receio de ser a próxima vítima nos aprisionará em nossas próprias casas e não nos deixará caminhar tranquilamente pela rua, sem a péssima sensação de que estamos sendo observado, seguidos, que alguém quer nos assaltar, em fim.
Gostaria de lembrar ainda que em setembro, a campanha de “Procurados” lançada pela SDS para prender os 500 homicidas mais perigosos do Estado, mas uma vez não rendeu os frutos esperados e Pernambuco registrou em novembro alta no número de assassinatos. O que fez o governo lançar mão de uma estratégia ainda mais ousada em dezembro: suspender as férias dos policiais e proibir a saída dos presos do semiaberto para as festas de fim de ano. O Pacto pela Vida, lançado em 2007, até agora também não mostrou um saldo satisfatório. Parece que a meta de redução de homicídios de 12% ao ano, pretendida está muito longe de ser alcançada.
Entendo que com uma população carcerária de mais de 25 mil presos, o Estado batendo recordes nos índices de violência e o cidadão cada vez mais refém da violência desenfreada, de nada adianta o governo maquiar a realidade, diante dos inúmeros inocentes que diariamente perdem suas vidas. A sociedade clama por justiça!
Não sou economista, mas é previsível que com as tradicionais compras de final de ano a maioria dos brasileiros já iniciará 2012 endividada. Sabemos que apesar do ano ter acabado, sempre resta aquele débito com a compra do presente para o amigo secreto, os gastos com a ceia de Natal ou a reforma na casa, por exemplo. Principalmente agora com a ampliação da oferta de crédito, há um aumento das classes C e D, em relação a A e B, quanto ao poder de compra.
Inclusive muitos consumidores estão confiando no aumento do salário mínimo, que passará a partir de 1° de janeiro para R$ 622, para quitar seus débitos. O novo valor representa um aumento de 14,13% em relação ao atual, de R$ 545. O método de reajuste foi definido por meio de uma medida provisória aprovada pelo Congresso Nacional. O acréscimo total de R$ 77 no salário custará quase R$ 19 bilhões à Previdência Social, que paga o menor rendimento do país a 19 milhões de aposentados e pensionistas.
Por outro lado segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o novo piso salarial injetará R$ 94 bilhões na economia, ajudando a manter o consumo aquecido. No entanto alguns economistas alertam que é preciso cautela, pois compras acima do adequado poderão pressionar a inflação, prejudicando os planos do Banco Central de reduzir a taxa básica de juros nos próximos meses.
Segundo o Dieese, 48 milhões de pessoas têm sua renda vinculada ao valor do salário mínimo e, portanto, serão diretamente beneficiadas com o aumento. No entanto boa parte dos brasileiros não encaram esse acréscimo positivamente. Já que mesmo ainda com o anuncio do aumento o comércio e o setor de prestação de serviços, também reajustam seus valores.
E já que estamos falando em economia é um marco importante o Brasil ultrapassar o Reino Unido e ocupar o posto de sexta maior economia mundial. A comemoração é merecida, mas ao mesmo tempo é preciso analisar o quanto falta ser feito para que esse desenvolvimento alcance de fato toda a sociedade. Entendo que estamos colhendo agora o fruto de um trabalho que vem sendo realizado há muitos anos. Não é por acaso que temos uma economia estabilizada, as contas ajustadas e temos credibilidade para discutirmos de igual para igual com qualquer outra potência mundial. Um outro ponto que merece destaque são os primeiros passos do governo federal em minimizar a pobreza e miséria no Brasil. Não que as iniciativas já adotadas tenham solucionado esse grave problema social, mas ao menos é um primeiro passo rumo a um país igualitário onde de fato vivenciaremos na prática os idéias de ordem e progresso.
Entendo que tanto o Ministério Público de Pernambuco como a própria Procuradoria Regional Eleitoral do Estado precisam redobrar o trabalho de fiscalização das propagandas eleitorais irregulares, principalmente aqui nas cidades do interior. Observo que muitos políticos estão se aproveitando da condição de pré- candidato para lançar abertamente suas candidaturas. Pelas cidades o que se vê são adesivos em veículos e cartazes com mensagens usando o nome da pessoa e a expressão “vem aí” e propagandas em auto- falantes. Muitos proprietários de estabelecimentos comerciais, por exemplo, que já tem mandato ou que pretendem ingressar no próximo pleito, usam esse artifício para insinuar sua pré- candidatura.
De acordo com o Calendário Eleitoral, elaborado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), somente a partir do dia 26 de maio de 2012 é que o pré- candidato pode realizar propaganda intrapardidária. Isso significa que apenas a partir dessa data os postulantes podem entre os membros do próprio partido indicar o nome dele. Sendo ainda proibido a veiculação em rádio, televisão e outdoor. Agora a propaganda eleitoral só será permitida abertamente a partir do dia seis de julho. Desse dia em diante os candidatos, já determinados pelas convenções, os partidos ou as coligações podem organizar os comícios e usar, das oito as dez horas da noite, alto-falantes ou amplificadores de som, nas suas sedes ou em veículos.
O descumprimento das determinações da Legislação Eleitoral pode acarretar para o pré- candidato multa ou ainda resultar na impugnação da candidatura. Faltam pouco mais de onze meses para as eleições 2012, mas os políticos que pretendem disputar um cargo para o legislativo municipal não querem perder tempo. O ano ainda nem terminou e os pré- candidatos estão por aí, subindo e descendo ladeiras, visitando eleitores e buscando apoio entre o grupo da base aliada. Como se diz popularmente, estão é gastando sola de sapato atrás de votos. Um dos ensinamentos que eu aprendi é que não se coloca a carroça na frente dos bois e na política muito menos!
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