Essa síndrome é considerada uma doença relacionada ao trabalho caracterizando-se por ser a inflamação da bainha do abdutor longo e extensor curto do polegar, no primeiro compartimento dorsal do punho. Mais especificamente, caracteriza-se pela irritação ou tumefação dos tendões no lado do punho referente ao polegar. A inflamação espessa a bainha tendinosa e promove a constrição do tendão, em seu deslizamento na bainha. Isso pode causar um fenômeno de “disparo”, em que o tendão parece travar ou “grudar”, quando o paciente movimenta o polegar. No que se refere à epidemiologia, a doença manifesta-se mais frequentemente entre as mulheres na faixa etária entre 30 e 50 anos. Vale lembrar que, mesmo sendo muito comum em mulheres, sobretudo em gestantes e puérperas, a Síndrome de De Quervain também pode apresentar-se em pessoas de qualquer idade e sexo. O surgimento desta patologia está intimamente correlacionado ao movimento e à força. Desse modo, a combinação de forças elevadas e alta repetitividade aumentam a magnitude da lesão mais do que qualquer uma delas isoladamente. Assim como outras patologias de mão e punho, essa Síndrome também pode apresentar complicações. Entretanto, quando diagnosticada e tratada nos primeiros estágios pode ser curada. Com a atuação do fisioterapeuta acompanhado, se necessário, do médico (prescrição de medicamentos) serão muitos os benefícios da cinesioterapia. E dentre os principais benefícios, destacam-se a analgesia, o controle da inflamação, o aumento da amplitude de movimento e da força e, principalmente, a tentativa de evitar a cirurgia.

A coluna vertebral é composta por vértebras, em cujo interior existe um canal por onde passa a medula espinhal ou nervosa. Entre as vértebras cervicais, torácicas e lombares, estão os discos intervertebrais, estruturas em forma de anel, cuja função é evitar o atrito entre uma vértebra e outra e amortecer o impacto. Os discos intervertebrais desgastam-se com o tempo e o uso repetitivo, o que facilita a formação de hérnias de disco, ou seja, a extrusão de massa discal que se projeta para o canal medular através de uma ruptura da parede do anel fibroso. O problema é mais frequente nas regiões lombar e cervical, por serem áreas mais expostas ao movimento e que suportam mais carga. A hérnia de disco é geralmente precedida por um ou mais ataques de dor lombar. Os sintomas mais comuns são: Parestesias (formigamento) com ou sem dor na coluna, geralmente com irradiação para membros inferiores ou superiores, podendo também afetar somente as extremidades (pés ou mãos). Quando a hérnia está localizada no nível da cervical, pode haver dor no pescoço, ombros, na escápula, braços ou no tórax, associada a uma diminuição da sensibilidade ou de fraqueza no braço ou nos dedos. A maioria das pessoas com uma hérnia de disco lombar relatam uma dor forte atrás da perna e segue irradiando por todo o trajeto do nervo ciático. Além disso, pode ocorrer diminuição da sensibilidade, formigamento ou fraqueza muscular nas nádegas ou na perna do mesmo lado da dor. São várias as causas que podem vir a causar hérnias. Além do fator genético, fatores ocupacionais são muito frequentes como, por exemplo, trabalho físico pesado, postura inadequada no trabalho, inclinar e girar o tronco frequentemente, trabalho repetitivo, entre outros. A fisioterapia apresenta vários recursos para aliviar os sintomas de uma hérnia; além dos exercícios e alongamentos, temos a termoterapia e a eletroterapia como aliados no combate à dor.