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Março de 2009

O povo nada decide

 

Chegamos a uma condição em que assinamos espontânea e livremente nosso calabouço. Somos medíocres, por aceitarmos a mentira que insiste ser verdade e a ética particular de um governo que vive de otimismo e que transformou a resistência que antes se tinha à falta de ética numa espécie de anomalia: a do conformismo. Apesar do otimismo exagerado do governo em afirmar, a cada minuto, que o crescimento da economia acontecerá, que caminhamos para ser uma grande potência mundial, que a inflação está sob controle e outras coisas mais, presenciamos o inverso de seu discurso. Para não repetir palavras de tantos comentaristas e para não dar vazão para que seus asseclas coloquem a culpa (como de costume) na imprensa, focamos o assunto apenas na educação que resulta atualmente em uma roda de analfabetos, e, mais especificamente, passa de forma coletiva, o comportamento de lideranças políticas que ensina com seus exemplos, oportunismo e esperteza.

 

Depois que o Governo Lula, com sua ética particular, provou que todos são corruptos, fazendo o seu próprio governo a prática da corrupção mais direito do que a Direita, todos têm razão para sentirem-se a vontade, quando o assunto é esperteza, e isso é feito sem culpa. A questão é que, de um lado (e como sempre - isso é antigo) estão os espertalhões do erário, que convivem com o boom econômico, de outro a massa faminta que recebe R$ 150,00 para sobreviver e aplaudir as ações do governo e ainda de outro uma minoria de cidadãos sensatos e honestos, mais identificados por eles como “babacas” e “covardes”, que, ao perceber as escolas sem educação válida, os bolsistas da miséria sem condições para aprender sequer uma profissão e a mídia divulgando a grande popularidade do governo, acaba se rendendo e ficando calados.

 

Nem mesmo o fato de pagarmos caro para obter saúde e educação de qualidade, parece comover alguém. Muitos repetem o discurso do presidente como se ele fosse o “modelo da redenção” em um país de conformistas; outros se calam, sabendo que cometem um mal às futuras gerações, ao aceitar essa educação de faz de conta, incapaz de formar cidadãos que pensem. E se o povo não pensa, não está decidindo. Infelizmente, quem decide eleição neste país são os favorecimentos, os programas sociais, os cabos eleitorais, a mídia. E a democracia segue disfarçada num conluio cego para a desmoralização, porque o voto induzido não é livre, e assim o povo nada decide.

 

ESPETÁCULOS// No início deste mês o Galpão das Artes, em Limoeiro, recebeu o espetáculo recifense Popularesco e a Menina do Canto Livre. O mote da encenação é o encanto das brincadeiras e dos brinquedos em Pernambuco. O público também teve a oportunidade de assistir o premiado espetáculo História de Lenços e Ventos, que tem a direção de Charlon Cabral e o elenco do Educandário Beatriz França da mesma cidade.

 

PATRIMÔNIO // A Paixão de Cristo e o teatro de Nova Jerusalém passam a ser Patrimônio Cultural Imaterial e Material de Pernambuco. Essa transformação foi feita pelo governador Eduardo Campos, no dia 06/03, no Palácio do Campo das Princesas, momento em que sancionou o projeto de Lei de autoria do deputado Alberto Feitosa que homenageia o maior teatro ao ar livre do mundo e também a encenação dos últimos momentos de Jesus Cristo em vida. Com o título, a Sociedade Teatral Fazenda Nova passará a receber subsídios para preparar e aprimorar o evento, ofertando oportunidades de crescimento cultural e econômico aos habitantes da região.

 

GILBERTO FREYRE// Os 109 anos do sociólogo pernambucano, completados neste domingo (15/03), foram comemorados com uma programação bastante arrojada, promovida pela Fundação Gilberto Freyre (FGF). As atividades do dia 17/03, contaram com a entrega do prêmio ao vencedor do 3º Concurso Nacional de Ensaios, que teve como tema o livro Nordeste. A pesquisadora Maria Letícia Cavalcanti fez palestras sobre o livro de Freyre, Açúcar e foi divulgada a Agenda Açúcar, que mostra as atividades relativas aos 70 anos da obra. Por fim, também acontece o lançamento de Assombrações e coisas do além: a convivência entre vivos e mortos na civilização do açúcar, de Fátima Quintas, sendo seguido de um coquetel.

 

PRÊMIO// Tiveram início, no dia 25 de fevereiro, as inscrições para o X Prêmio Arte na Escola Cidadã, dirigido a professores que dão aulas das disciplinas de artes nos colégios da rede pública e privada. O prêmio é oferecido pelo Instituto Arte na Escola, da Fundação Iochpe, e está distribuído em categorias de: Educação Infantil; Ensino Fundamental 1 - do 1º ao 5º ano; Ensino Fundamental 2 - do 6º ao 9º ano; Ensino Médio; Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos – EJA. As inscrições devem ser feitas pelo site www.artenaescola.org.br/premio até o dia 27 de abril.

 

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