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A  familiaridade do idoso com o ecossistema pode torna-lo mais feliz

      Esse complexo dinâmico de plantas, animais como também água, ar e solo interagindo como um nas suas inter-relações de naturalidade é sem dúvida a riqueza maior que o ser humano necessita não só para a sua sobrevivência mas para o seu bem estar e quanto ao idoso, garantindo uma longevidade saudável e alegre.

       Portanto aderir no dia a dia tarefas significativas junto a natureza, especialmente ambientes verdes e naturais capacita-os a uma saúde mental privilegiada.

       Bom salientar que a frequência de passeios com idosos em curto espaços de tempo de um para o outro em lugares públicos que tenham áreas verdes e naturais pode ser uma grande oportunidade para quem não pode se privilegiar disto na sua própria casa.

       Também, bom sugerir que dentro de sua casa você poderá criar um ambiente de relacionamento com a natureza. Idosos que passam mais tempo em casa podem adotar este hooby, pois ambientes verdes e naturais propiciam uma certa medida de tranquilidade pois uma vez tendo um ar de mais qualidade, também temperatura é claro que irão se sentir muito bem. O próprio visual, paisagem, se encarrega de dar paz já que deverão estar bem longe de agentes estressores.

       A natureza proporciona ao idoso algo tão bom que plantas, árvores e ambientes verdes em geral deveriam fazer parte de algum tipo de terapia no meio gerontológico. Quando se fala de parques botânicos se fala de saúde, vida em condições superiores, pois se o idoso aproveitasse a natureza dentro daquilo que ela pode dar como banhos de sol, andar descalço na areia, tomar água limpa, passar argila no corpo, sucos naturais de fruta, contato com um animalzinho de estimação, contemplar o pôr do sol, uma cachoeira, montanhas tudo isso iria fazer bem aos seus olhos. Seriam muito menos idosos nos hospitais e consequentemente menos custo para o governo.

        O complexo natural no seu todo é um grande aliado à felicidade do idoso. A genética tem o seu papel no tocante à algumas características internas da pessoa como por exemplo a resiliência e a personalidade tem alguma medida quanto a felicidade contudo essa é uma parte que  deve ser unida a outras  como o meio em que a pessoa está inserida esse conjunto conectado a natureza é algo que podemos chamar de otimização. Então outra vez: Envelhecer dentro de um ambiente saudável cheio de significados é uma grande chance de garantir dias felizes.

        Sabemos que é certo pensar em envelhecimento seguro, promovido pelo máximo de autonomia física, emocional, psíquica, financeira junto com o apoio da família e amigos, no entanto, faz-se necessário ampliar a maneira de entender sobre ambientes para as pessoas idosas entendendo que ambientes verdes e naturais faz uma grande diferença.

        Talvez para muitos ainda seja preciso aprender que ambientes verdes naturais é de fato uma contribuição inestimável no que se diz respeito a qualidade de vida do geronto.

        Envelhecer conseguindo fazer o que gosta e num ambiente favorável colabora para alcançar a felicidade mas, como conseguir isso! É possível !

O ambiente onde envelhecemos vai além de nossas casas. É a rua, é o bairro,  a cidade, a nação, são as escolas, hospitais, são todas as políticas públicas, é o comércio  etc são todas as chances que nós temos de estar perto do outro. Pessoas diferentes como um ambiente intergeracional, onde temos gerações as mais diversas possíveis é um tipo de ambiente que leva motivação gerando bem-estar.

         Convido a todos nós nos inspirarmos naquele passado quando o modo de vida de nossos pais, era um modo simplório de viver. A maioria das pessoas viviam no campo e as cidades eram menores. Sabemos que o mundo mudou e viver desta forma seria impossível mas podemos nos inspirar como as pessoas se ajudavam mais e se faziam mais companhia, e consumiam menos. Entendiam que era desnecessário explorar tanto a natureza, parece que entendiam de ecossistema e desperdiçavam pouco e não acumulavam tanto lixo. Lixo orgânico, lixo inorgânico, lixo eletrônico, lixo hospitalar, lixo radioativo, lixo industrial. É, desconfio que aquelas gerações muito poderiam nos ensinar se isto fosse possível.

Morsylene de Freitas Rosa

Professora dos cursos de Especialização em Psicopedagogia e educação especial na Universidade Estadual Vale do Acaraú e Especialista em Intervenção cognitiva , Especialista em Gerontologia Social, Palestrante da Editora Paulus nos temas de  Como o cérebro aprende, dirigiu uma oficina da memória na prefeitura de Fortaleza.

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