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Governo de Pernambuco fecha o ano atraindo um total de R$ 3,322 bilhões em aportes privados e geração de mais de 7,3 mil empregos

Em 2020, o Governo de Pernambuco manteve de forma intensa as políticas de atração de novos negócios para o Estado. Foram 148 empreendimentos que anunciaram investimentos em 2020. O número representa mais de R$ 3,3 bilhões em aportes privados e que devem gerar mais de 7,3 mil empregos nas futuras operações. Nesta terça-feira (29/12), membros do Conselho Estadual de Políticas Industrial, Comercial e de Serviços (Condic) realizaram virtualmente a 113ª e última reunião anual do Condic. No encontro, foram aprovados 50 projetos, que reúnem R$ 80 milhões em investimentos e 766 postos de trabalho.

“Sabemos que o ano de 2020 foi bastante desafiador em diversos aspectos. Por isso, chegar ao marco de R$ 3,32 bilhões em novos investimentos muito nos orgulha e nos dá a certeza de que as políticas adotadas e as decisões tomadas ao longo de todo o ano foram assertivas. Destaco também que Pernambuco foi o terceiro Estado do Nordeste que mais gerou empregos no último mês de novembro, segundo dados do Caged. Este foi o quinto mês consecutivo que o Estado registra saldo positivo de vagas. Então, são números que nos dão a segurança de que, mesmo diante da pandemia da Covid-19, continuamos como estivemos nos últimos dez anos, com uma performance de crescimento econômico maior que a do Brasil”, afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Bruno Schwambach.

A última reunião de 2020 do Condic foi transmitida pelo canal do Youtube da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper) e teve participação dos secretários de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Bruno Schwambach; da Fazenda, Décio Padilha; de Planejamento e Gestão, Alexandre Rebêlo; e de Desenvolvimento Agrário, Dilson de Moura Peixoto Filho, além do diretor-presidente da AD Diper, Roberto Abreu e Lima.

Entre os destaques desta reunião está a empresa A C M ALIMENTOS EIRELI, sediada no Cabo de Santo Agostinho. Especialista na produção de pipoca e salgadinho, investirá R$ 21 milhões na sua implantação, criando 180 vagas de emprego. A ASA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA, sediada em Belo Jardim, que ampliará sua linha de produtos, também tem destaque. Investirá R$ 13 milhões e poderá gerar 37 postos de trabalho.

No ano, mesmo passando por uma crise econômica mundial em consequência da pandemia da Covid-19, o Estado contabilizou a soma de 135 empresas com projetos aprovados no Condic, o que representa R$ 489 milhões em investimentos e prospecção de 1.915 empregos. Os postos de trabalho vão sendo abertos juntamente com o início das operações dos empreendimentos. Em muitos casos, são projetos de ampliação de unidades já existentes, o que torna as contratações mais rápidas.

Protocolos de intenção

De acordo com o levantamento realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, do total anunciado no ano, R$ 2,833 bilhões são referentes a anúncios de 13 projetos oficializados via protocolos de intenção, assinados junto ao Governo do Estado. Neste caso, o mais expressivo projeto anunciado em 2020 veio da Golar Power Brasil, que está aportando R$ 1,8 bilhão na implantação de um Terminal de Gás Liquefeito (GNL) no Complexo Industrial Portuário de Suape. Com geração de 300 empregos diretos, a unidade está prevista para entrar em operação no primeiro trimestre de 2021.

Outro projeto de relevância em termos de investimento foi o aporte de R$ 110 milhões anunciado pelo Consórcio Recife CO. em parceria tecnológica com a Seaborn Networks, empresa sediada em Boston (EUA). Será construído um novo Data Center e uma landing station para o cabo submarino, investimento de R$ 200 milhões que havia sido anunciado pelo grupo em 2019. As obras do novo projeto devem ser iniciadas em maio de 2021.

O ano também foi de anúncios na área industrial, a exemplo da OL Papéis que anunciou a construção de uma filial no município de Pombos para produção de fraldas descartáveis, papel higiênico e papel toalha. O projeto representa um investimento de R$ 70 milhões e a geração de 262  empregos.

O polo automotivo estadual também mostrou que segue atraindo novos fornecedores. A Yazaki anunciou o investimento de R$ 60 milhões para construção de uma fábrica de chicotes automotivos no município de Bonito, com geração de 1600 empregos no Agreste pernambucano.

Plano de convivência

Diante do enfrentamento da Covid-19, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado liderou a elaboração e implantação do Plano de Convivência das Atividades Econômicas com a Covid-19. O documento foi produzido pelo comitê socioeconômico de enfrentamento ao coronavírus em diálogo com representantes dos segmentos em atividade do Estado, além de consultoria da Deloitte a partir de referências mundiais e nacionais. O plano consistiu em analisar, agrupar e classificar 32 atividades econômicas classificando em uma matriz de relevância que considera parâmetros que relacionam a relevância do setor para a economia e o risco que ele apresenta à saúde das pessoas.

Desta forma, foram realizadas liberações semanais a partir de 1º de junho, inclusive com recorte regional. Ao todo, foram 11 etapas de liberações setoriais que foram concluídas no dia 2 de novembro, quando todos os setores econômicos foram autorizados a funcionar, cada um respeitando protocolos e cargas de funcionamento específicos.

“Nossa missão foi organizar a volta das atividades de forma gradual sempre com cautela e observando os índices da pandemia. Com muito diálogo, transparência e sempre acompanhando o comportamento da pandemia no restante do mundo, conseguimos efetivar o nosso plano fazendo as flexibilizações dos setores e atividades econômicas”, ressalta o secretário Bruno Schwambach.

Os recentes números divulgados da atividade econômica em Pernambuco demonstraram que o Plano de Convivência foi efetivo e Pernambuco está com a economia em pleno processo de recuperação. Segundo dados do PIB divulgados pela Agência Condepe/Fidem, o Estado cresceu 10,8% no terceiro trimestre deste ano (julho, agosto e setembro), em comparação ao trimestre anterior. O desempenho de Pernambuco ficou acima da média nacional, que foi de 7,7%. Os três setores que mais se destacaram foram: Agropecuária (5,9%), Industria (24,6%) e Serviços (6,4%).

No acumulado do ano, o estado está registrando uma queda no PIB de 2,7%, devendo fechar 2020 com uma redução entre 1,5% e 2%. Apesar de negativa, a taxa está bem abaixo da expectativa de desempenho mundial (-5,4%) e nacional (-5%).

No mesmo sentido, o último IBC-R, índice divulgado pelo Banco Central e que é considerado um antecedente dos números do PIB, apontou que o Estado cresceu 1,51% na comparação de outubro/20 com outubro/19. Este foi o quarto mês consecutivo de alta.

Dentre os desempenhos setoriais, a indústria é o que vem apresentando os melhores índices. De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com dados de outubro, o Estado apresentou o quinto mês consecutivo de alta no comparativo com o mesmo mês de 2019, consolidando a recuperação de 2020. Para se ter ideia, o movimento posiciona Pernambuco como o maior crescimento do Brasil no acumulado do ano, com alta de 2,4%.

“O resultado da indústria pernambucana foi o melhor dos últimos 13 anos para um mês de outubro. Quando analisamos a variação outubro com setembro ao longo do tempo, é o maior crescimento dos últimos sete anos. Então, esta é mais uma prova de que a nossa primeira atitude de não deixar a indústria pernambucana paralisar logo no começo da pandemia foi acertada. Atender demandas imediatas que a pandemia exigiu e, em paralelo, conseguir planejar projetos de médio e longo prazos não é um trabalho fácil, mas mostramos que é possível e que a retomada está em curso”, conclui Bruno Schwambach.

HISTÓRICO | Sobre o Condic e Prodepe


O Programa de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco (Prodepe) compreende um

conjunto de incentivos fiscais direcionados para alguns setores da atividade econômica, entre os quais se destacam Indústrias, Centrais de distribuição e Importadores atacadistas.

O pacote destina-se à atração de novos investimentos para Pernambuco e consolidação dos já existentes, sendo necessária a apresentação de projetos por linha de produtos pelos interessados, e posterior análise e aprovação pelo Conselho Estadual de Políticas Industrial, Comercial e de Serviços (Condic).

O Prodepe foi instituído pela Lei Estadual nº 11.675, de 11 de outubro de 1999, e regulamentado por meio do Decreto Estadual nº 21.959, de 27 de dezembro de 1999. É um dos programas mais transparentes e robustos do gênero pela abrangência e escalonamento de percentuais em função da localização dos empreendimentos.

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