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Jovens brasileiros participam de competição global sobre mudanças climáticas

Por meio do Climate Action Project, mais de 3 milhões de jovens, em seis continentes, estudam os problemas mundiais e locais relacionados às mudanças climáticas, com o objetivo de encontrar soluções e “colocar a mão na massa” para melhorar o planeta. Para isso, alunos de 149 países interagem em inglês para troca de ideias e constatações.

Com duração de seis semanas, o Climate Action Project é realizado há seis anos no mundo todo com apoio de cientistas, figuras públicas renomadas e entidades como Greenpeace, ONU, WWF e National Geographic. O projeto começou, simultaneamente, em todos os países envolvidos, no dia 26 de setembro. No Brasil, mais de 20 instituições de ensino participam da ação.

Na primeira semana, eles investigaram as mudanças climáticas e levantaram as causas dos problemas das cidades onde moram. Na segunda, aprendem sobre os efeitos das mudanças climáticas localmente. Na semana três, eles se conectam com estudantes de outros países para debaterem as causas e efeitos no âmbito global.

Na semana quatro, os alunos discutem possíveis soluções para os problemas detectados nos contatos anteriores. Na semana que se inicia em 24 de outubro, os alunos analisam com outros estudantes, em interações on-line, as soluções encontradas, além de participarem de webinars com referências no assunto. Nos sete dias finais, eles colocam em ação o que constataram e entenderam como parte da mudança. Cada semana é encerrada com um vídeo que mostra os trabalhos desenvolvidos, produzido pelos alunos e enviado aos participantes do mundo todo.

A coordenadora do Ensino Bilíngue do CIPP – Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento do Colégio Positivo e facilitadora do Climate Action Project nas escolas da rede, Ana Paula Teixeira, aponta que seus alunos participam do projeto pelo terceiro ano consecutivo, ressaltando que a cada ano é uma experiência única para jovens e crianças que participam, não só do ponto de vista do aprendizado, mas do enriquecimento cultural. “Para nós, é importantíssimo despertar nos alunos essa consciência multicultural, porém, indo além de celebrações e datas importantes de outros países. Essa troca com estudantes estrangeiros eleva o patamar de conhecimento internacional. Eles aprendem a ver o problema por pontos de vista diferentes e a se colocar no lugar dos outros. Além disso, essa ferramenta que possibilita interações virtuais entre nossos alunos e escolas ao redor do mundo vem ao encontro de todas as premissas que colocamos como essenciais para o nosso Ensino Bilíngue”, completa a professora, que ressalta como a produção dessas soluções para os problemas climáticos da comunidade engrandece a sintonia com o incentivo à pesquisa que é valorizada pelo Positivo. No Paraná, são 11 colégios do Grupo Positivo que fazem parte da ação, além de duas escolas de Santa Catarina, contando com a participação de todos os alunos do Infantil 4 ao 9.º ano do Ensino Fundamental.

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